"Com a idade de quatro anos ouviu pela primeira vez um piano. À chegada do
instrumento, ele estava, segundo seu hábito, se divertindo no pátio; a primeira vibração
dos toques atraiu-o ao parlatório (o salão). Foi-lhe permitido passear seus dedos sobre as
teclas, simplesmente para satisfazer sua curiosidade, e não lhe foi recusado o inocente
prazer de fazer um pouco de barulho. Uma vez, depois da meia noite, pôde permanecer
no palratório onde tinha sabido penetrar. O piano não tinha sido fechado, e as jovens
senhoritas da casa foram despertadas pelos sons do instrumento. Para seu grande
espanto, elas ouviram Tom tocando um de seus trechos, e, pela manhã elas o
encontraram ainda ao piano. Foi-lhes permitido então tocar quanto lhe aprouvesse; ele fez
progressos tão rápidos e tão espantosos que o piano se tornou o eco de tudo o que ele
ouvia. Desenvolveu assim novas e prodigiosas faculdades, desconhecidas, até então, ao
mundo musical, e das quais parece que Deus reservou o monopólio a Tom. Tinha menos
de cinco anos quando, depois de um tempestade, dela fez um que intitulou: O que me
dizem o vento, o trovão e a chuva.
Transzicionalidade Espiritualistas Contemporânea
Trata temas relativo a naturalidade intricica exposta casualmente no desenrolar consciencial global .
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Acertou 100% - Extraído Camille Flammarion - Fim do Mundo 1893
A Lua também prosseguia em seu giro, embora um
pouco mais lento... Ela se havia afastado, gradualmente,
do nosso globo e nos parecia aparentemente menor.
(Para o Sol é que as suas dimensões reais tinham
mudado). Simultaneamente, o movimento rotativo da
Terra também se tornara mais lento. Este efeito tríplice:
rotação mais demorada da Terra, afastamento da Lua e
prolongamento do mês lunar - tinha-se originado do
atrito das marés, a operar mais ou menos como um freio.
Se a Terra e Lua durassem bastantemente, bem como os
oceanos e as marés, poder-se-ia, pelo cálculo, prefinir o
advento de uma época na qual a rotação do nosso globo
seria tão lenta que acabaria por equivaler ao mês lunar e
mesmo ultrapassá-lo, a ponto de não haver anos com
mais de cinco dias e um quarto. A Terra apresentaria
sempre, então, a mesma face à Lua. Tal transformação
não demandaria, contudo, menos de cento e cinqüenta
milhões de anos. O período que atingimos (dez milhões
de anos) não representa senão uma décima quinta parte
daquele. Em vez de setenta vezes mais longa que hoje, a
rotação da Terra era apenas quatro e meia vezes mais
demorada, ou fosse de cento e dez horas, mais ou menos.
pouco mais lento... Ela se havia afastado, gradualmente,
do nosso globo e nos parecia aparentemente menor.
(Para o Sol é que as suas dimensões reais tinham
mudado). Simultaneamente, o movimento rotativo da
Terra também se tornara mais lento. Este efeito tríplice:
rotação mais demorada da Terra, afastamento da Lua e
prolongamento do mês lunar - tinha-se originado do
atrito das marés, a operar mais ou menos como um freio.
Se a Terra e Lua durassem bastantemente, bem como os
oceanos e as marés, poder-se-ia, pelo cálculo, prefinir o
advento de uma época na qual a rotação do nosso globo
seria tão lenta que acabaria por equivaler ao mês lunar e
mesmo ultrapassá-lo, a ponto de não haver anos com
mais de cinco dias e um quarto. A Terra apresentaria
sempre, então, a mesma face à Lua. Tal transformação
não demandaria, contudo, menos de cento e cinqüenta
milhões de anos. O período que atingimos (dez milhões
de anos) não representa senão uma décima quinta parte
daquele. Em vez de setenta vezes mais longa que hoje, a
rotação da Terra era apenas quatro e meia vezes mais
demorada, ou fosse de cento e dez horas, mais ou menos.
sábado, 25 de junho de 2011
Olhar Para as Formiguinhas - Texto Extraído Revista Espirita 1866
A VISÃO DE DEUS.
Uma vez que Deus está por toda a parte, por que não o vemos? Ve-lo-emos
deixando a Terra? Tais são também as perguntas que se colocam diariamente. A primeira
é fácil de se resolver: os nossos órgãos materiais têm percepções limitadas, que os
tornam impróprios para a visão de certas coisas, mesmo materiais. É assim que certos
fluidos escapam totalmente à nossa visão e aos nossos instrumentos de análise. Vemos
os efeitos da peste e não vemos o fluido que a transporta; vemos os corpos se moverem
sob a influência da força da gravidade, e não vemos essa força.
As coisas de essência espiritual não podem ser percebidas por órgãos materiais;
não é senão pela visão espiritual que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo
espiritual; só a nossa alma pode, pois, ter a percepção de Deus. Ela o vê imediatamente
depois da morte? É o que só as comunicações de além-túmulo podem nos ensinar. Por
elas, sabemos que a visão de Deus não é o privilégio senão das almas mais depuradas, e
que assim bem poucos possuem, deixando seu envoltório terrestre, o grau de
desmaterialização necessário. Algumas comparações vulgares o farão facilmente
compreender.
Aquele que está no fundo de um vale, cercado de uma bruma espessa, não vê o sol;
no entanto, à luz difusa, julga da presença do sol. Se ele sobe a montanha, à medida que
se eleva o nevoeiro clareia, a luz torna-se cada vez mais viva, mas não vê ainda o sol.
Quando começa a percebê-lo, está ainda velado, porque um menor vapor basta para
enfraquecer-lhe o brilho. Não é senão quando se está completamente elevado acima da
camada brumosa, que, se encontrando num ar perfeitamente puro, ele o vê em todo seu
esplendor.
Ocorre o mesmo com aquele cuja cabeça estaria envolvida debaixo dos véus;
primeiro, ele não vê nada do todo; a cada véu que se levanta, distingue um lampejo cada
vez mais claro; não é senão quando o último véu desapareceu que ele percebe
nitidamente as coisas.
Ocorre o mesmo ainda com o licor carregado de matéria estranha; de início está
turvo; a cada destilação sua transparência aumenta, até que, estando completamente
depurado, ele adquire uma limpidez perfeita e não apresenta nenhum obstáculo a visão.
Assim o é com a alma. O envoltório perispiritual, se bem que invisível e impalpável
para nós, é para ele uma verdadeira matéria, muito grosseira ainda para certas
percepções. Esse envoltório se espiritualiza à medida que a alma se eleva em
moralidade. As imperfeições da alma são como os véus que obscurecem sua visão; cada
imperfeição da qual se desfaz é um véu a menos, mas não é senão depois de estar
completamente depurada que ela goza da plenitude de suas faculdades.
Sendo Deus, a essência divina por excelência, não pode ser percebido em todo o
seu brilho senão pelos Espíritos chegados ao mais alto grau de desmaterialização. Se os
Espíritos imperfeitos não ouvem, não é porque dele estejam mais afastados do que os
outros; como eles, como todos os seres da natureza, estão mergulhados no fluido divino;
como nós o estamos na luz, os cegos também estão mergulhados na luz, e no entanto
não a vêem. As imperfeições são véus que tiram Deus da visão dos Espíritos inferiores;
quando o nevoeiro estiver dissipado, vê-lo-ão resplandecer: para isto, não terão
necessidade nem de subir, nem de ir procurá-lo nas profundezas do infinito; a visão
4
espiritual estando desembaraçada de véus morais que a obscurecem, ve-lo-ão em
qualquer lugar que se encontrem, fosse mesmo sobre a Terra, porque ele está por toda a
parte.
O Espírito não se depura senão com o tempo, e as diferentes encarnações são os
alambiques no fundo dos quais deixa, a cada vez, algumas impurezas. Deixando seu
envoltório corpóreo, não se despoja instantaneamente de suas imperfeições; é porque há
os que, depois da morte, não vêem mais Deus do que quando vivos; mas, à medida que
se depuram, dele têm uma intuição mais distinta; se não o vêem, o compreendem melhor;
a luz é menos difusa. Quando, pois, os Espíritos dizem que Deus os proíbe de responder
a tal pergunta, não é que Deus lhes apareça ou lhes dirija a palavra para prescrever-lhes
ou lhes proibir tal ou tal coisa. Não; mas o sentem, recebem os eflúvios de seu
pensamento, como isto nos ocorre com relação aos Espíritos que nos envolvem com o
seu fluido, embora não os vejamos.
Nenhum homem pode, pois, ver Deus com os olhos da carne. Se esse favor fosse
concedido a alguns, isto não seria senão no estado de êxtase, quando a alma está tanto
mais desligada dos laços da matéria quanto isto é possível durante a encarnação.
Aliás, um tal privilégio não seria senão o das almas de elite, encarnadas em missão
e não em expiação. Mas como os Espíritos de ordem mais elevada resplandecem num
brilho ofuscante, pode ser que os Espíritos menos elevados, encarnados ou
desencarnados, tocados pelos esplendores que o cercam, tenham acreditado ver o
próprio Deus. Vê-se, às vezes, um ministro ser tomado pelo seu soberano.
Sob qual aparência Deus se apresentaria àqueles que se tornaram dignos de favor?
Sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana, ou como um foco resplandecente de
luz? É o que a linguagem humana está impossibilitada de descrever, porque não existe,
para nós, nenhum ponto de comparação que possa dele dar uma idéia; somos como
cegos a quem se procuraria em vão fazer compreender o brilho do sol. Nosso vocabulário
é limitado às nossas necessidades e ao círculo de nossas idéias; o dos selvagens, não
saberia pintar as maravilhas da civilização; o dos pobres mais civilizados é muito pobre
para descrever os esplendores dos céus, nossa inteligência muito limitada para
compreendê-los, e a nossa vista muito fraca por ele seria ofuscada.
Uma vez que Deus está por toda a parte, por que não o vemos? Ve-lo-emos
deixando a Terra? Tais são também as perguntas que se colocam diariamente. A primeira
é fácil de se resolver: os nossos órgãos materiais têm percepções limitadas, que os
tornam impróprios para a visão de certas coisas, mesmo materiais. É assim que certos
fluidos escapam totalmente à nossa visão e aos nossos instrumentos de análise. Vemos
os efeitos da peste e não vemos o fluido que a transporta; vemos os corpos se moverem
sob a influência da força da gravidade, e não vemos essa força.
As coisas de essência espiritual não podem ser percebidas por órgãos materiais;
não é senão pela visão espiritual que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo
espiritual; só a nossa alma pode, pois, ter a percepção de Deus. Ela o vê imediatamente
depois da morte? É o que só as comunicações de além-túmulo podem nos ensinar. Por
elas, sabemos que a visão de Deus não é o privilégio senão das almas mais depuradas, e
que assim bem poucos possuem, deixando seu envoltório terrestre, o grau de
desmaterialização necessário. Algumas comparações vulgares o farão facilmente
compreender.
Aquele que está no fundo de um vale, cercado de uma bruma espessa, não vê o sol;
no entanto, à luz difusa, julga da presença do sol. Se ele sobe a montanha, à medida que
se eleva o nevoeiro clareia, a luz torna-se cada vez mais viva, mas não vê ainda o sol.
Quando começa a percebê-lo, está ainda velado, porque um menor vapor basta para
enfraquecer-lhe o brilho. Não é senão quando se está completamente elevado acima da
camada brumosa, que, se encontrando num ar perfeitamente puro, ele o vê em todo seu
esplendor.
Ocorre o mesmo com aquele cuja cabeça estaria envolvida debaixo dos véus;
primeiro, ele não vê nada do todo; a cada véu que se levanta, distingue um lampejo cada
vez mais claro; não é senão quando o último véu desapareceu que ele percebe
nitidamente as coisas.
Ocorre o mesmo ainda com o licor carregado de matéria estranha; de início está
turvo; a cada destilação sua transparência aumenta, até que, estando completamente
depurado, ele adquire uma limpidez perfeita e não apresenta nenhum obstáculo a visão.
Assim o é com a alma. O envoltório perispiritual, se bem que invisível e impalpável
para nós, é para ele uma verdadeira matéria, muito grosseira ainda para certas
percepções. Esse envoltório se espiritualiza à medida que a alma se eleva em
moralidade. As imperfeições da alma são como os véus que obscurecem sua visão; cada
imperfeição da qual se desfaz é um véu a menos, mas não é senão depois de estar
completamente depurada que ela goza da plenitude de suas faculdades.
Sendo Deus, a essência divina por excelência, não pode ser percebido em todo o
seu brilho senão pelos Espíritos chegados ao mais alto grau de desmaterialização. Se os
Espíritos imperfeitos não ouvem, não é porque dele estejam mais afastados do que os
outros; como eles, como todos os seres da natureza, estão mergulhados no fluido divino;
como nós o estamos na luz, os cegos também estão mergulhados na luz, e no entanto
não a vêem. As imperfeições são véus que tiram Deus da visão dos Espíritos inferiores;
quando o nevoeiro estiver dissipado, vê-lo-ão resplandecer: para isto, não terão
necessidade nem de subir, nem de ir procurá-lo nas profundezas do infinito; a visão
4
espiritual estando desembaraçada de véus morais que a obscurecem, ve-lo-ão em
qualquer lugar que se encontrem, fosse mesmo sobre a Terra, porque ele está por toda a
parte.
O Espírito não se depura senão com o tempo, e as diferentes encarnações são os
alambiques no fundo dos quais deixa, a cada vez, algumas impurezas. Deixando seu
envoltório corpóreo, não se despoja instantaneamente de suas imperfeições; é porque há
os que, depois da morte, não vêem mais Deus do que quando vivos; mas, à medida que
se depuram, dele têm uma intuição mais distinta; se não o vêem, o compreendem melhor;
a luz é menos difusa. Quando, pois, os Espíritos dizem que Deus os proíbe de responder
a tal pergunta, não é que Deus lhes apareça ou lhes dirija a palavra para prescrever-lhes
ou lhes proibir tal ou tal coisa. Não; mas o sentem, recebem os eflúvios de seu
pensamento, como isto nos ocorre com relação aos Espíritos que nos envolvem com o
seu fluido, embora não os vejamos.
Nenhum homem pode, pois, ver Deus com os olhos da carne. Se esse favor fosse
concedido a alguns, isto não seria senão no estado de êxtase, quando a alma está tanto
mais desligada dos laços da matéria quanto isto é possível durante a encarnação.
Aliás, um tal privilégio não seria senão o das almas de elite, encarnadas em missão
e não em expiação. Mas como os Espíritos de ordem mais elevada resplandecem num
brilho ofuscante, pode ser que os Espíritos menos elevados, encarnados ou
desencarnados, tocados pelos esplendores que o cercam, tenham acreditado ver o
próprio Deus. Vê-se, às vezes, um ministro ser tomado pelo seu soberano.
Sob qual aparência Deus se apresentaria àqueles que se tornaram dignos de favor?
Sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana, ou como um foco resplandecente de
luz? É o que a linguagem humana está impossibilitada de descrever, porque não existe,
para nós, nenhum ponto de comparação que possa dele dar uma idéia; somos como
cegos a quem se procuraria em vão fazer compreender o brilho do sol. Nosso vocabulário
é limitado às nossas necessidades e ao círculo de nossas idéias; o dos selvagens, não
saberia pintar as maravilhas da civilização; o dos pobres mais civilizados é muito pobre
para descrever os esplendores dos céus, nossa inteligência muito limitada para
compreendê-los, e a nossa vista muito fraca por ele seria ofuscada.
Achar o Todo Poderoso ! - Assunto Extraído na íntegra da Revista Espirita 1866
DEUS ESTÁ POR TODA A PARTE.
Como Deus tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, pode se imiscuir nos
detalhes ínfimos, se preocupar com os menores atos e os menores pensamentos de cada
indivíduo? Tal é a questão que se coloca freqüentemente.
Em seu estado atual de inferioridade, os homens não podem, senão dificilmente,
compreender Deus infinito, porque eles mesmos são acanhados e limitados, é porque
eles o imaginam acanhado e limitado como eles; imaginam-no como um ser circunscrito,
e fazem a si mesmos dele uma imagem à sua imagem. Nossos quadros que o pintam sob
os traços humanos não contribuem pouco para manter esse erro no espírito das massas,
e que adoram nele a forma mais do que o pensamento. Para a grande maioria é um
soberano poderoso, sobre um trono inacessível, perdido na imensidão dos céus, e porque
suas faculdades e suas percepções são limitadas, não compreende que Deus possa ou
se digne intervir diretamente nas menores coisas.
Na impossibilidade em que está o homem para compreender a própria essência da
divindade, não pode dele se fazer senão uma idéia aproximada com a ajuda de
comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que podem, pelo menos, mostrarlhe
a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível.
Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, é evidente que
cada molécula desse fluido produzirá sobre cada molécula da matéria com a qual está em
contato, uma ação idêntica a que produziria a totalidade do fluido. É o que a química nos
mostra a cada passo.
Esse fluido, sendo sem inteligência, age mecanicamente tão-só pelas forças
materiais; mas se supusermos esse fluido dotado de inteligência, de faculdades
perceptivas e sensitivas, ele agirá, não mais cegamente, mas com discernimento, com
vontade e liberdade; ele verá, ouvirá e sentirá.
As propriedades do fluido perispiritual podem disso nos dar uma idéia. Ele não é
inteligente por si mesmo, uma vez que é matéria, mas é o veículo do pensamento, das
sensações e das percepções do espírito, conseqüentemente, é da sutileza desse fluido
que os Espíritos penetram por toda a parte, desvendam nossos pensamentos, vêem e
agem à distância; é a esse fluido, chegado a um certo grau de depuração, que os
Espíritos superiores devem o dom da ubiqüidade; basta um raio do seu pensamento
dirigido sobre diversos pontos, para que possam ali manifestar sua presença
simultaneamente. A extensão dessa faculdade está subordinada ao grau de elevação e
de depuração do Espírito.
Mas os Espíritos, por elevados que sejam, são criaturas limitadas em suas
faculdades, de seu poder e da extensão de suas percepções não poderiam, sob esse
aspecto, se aproximar de Deus; no entanto, eles podem nos servir de ponto de
comparação. O que um Espírito não pode cumprir senão num limite restrito, Deus, que é
infinito, o cumpre em proporções infinitas. Há ainda esta diferença de que a ação do
Espírito é momentânea e subordinada às circunstâncias: a de Deus é permanente; o
2
pensamento do Espírito não abarca senão um tempo e um espaço circunscritos: o de
Deus abarca o universo e a eternidade. Em uma palavra, entre os Espíritos e Deus há a
distância do finito ao infinito.
O fluido perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas o agente e o intermediário
desse pensamento; como é o fluido que o transmite, dele está de alguma sorte
impregnado, e na impossibilidade que estamos de isolar o pensamento, parece não fazer
senão um com o fluido, como o som não faz senão um com o ar, de sorte que podemos,
por assim dizer, materializá-lo. Do mesmo modo que dizemos que o ar se torna sonoro,
poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente.
Que seja assim ou não o pensamento de Deus, quer dizer que ele agisse
diretamente ou por intermédio de um fluido, para a facilidade de nossa inteligência, nos
representemos esse pensamento sob a forma concreta de um fluido inteligente enchendo
o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: a Natureza inteira está
mergulhada no fluido divina, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua
previdência, à sua solicitude; não há um ser, por ínfimo que seja, que dele não esteja de
alguma sorte saturado.
Estamos, assim, constantemente em presença da Divindade; não há uma única de
nossas ações que possamos subtrair ao seu olhar; nosso pensamento está em contato
com o seu pensamento, e é com razão que se diz que Deus lê nas mais profundas dobras
de nosso coração; estamos nele como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo, para
estender sua solicitude sobre as menores criaturas, não tem necessidade de mergulhar
seu olhar do alto da imensidão, nem deixar a morada de sua glória, porque esta morada
está por toda a parte; nossas preces, para serem ouvidas por ele, não têm necessidade
de transpor o espaço, nem de serem ditas com uma voz retumbante, porque, sem cessar,
penetrados por ele, nossos pensamentos repercutem nele.
A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não é senão uma
comparação, mas própria para dar uma idéia mais justa de Deus do que os quadros que o
representam sob a figura de um velho com longa barba, coberto com um manto. Não
podemos tomar nossos pontos de comparação senão nas coisas que conhecemos; é por
isto que se diz todos os dias: O olhar de Deus, a mão de Deus, a voz de Deus, o sopro de
Deus, a face de Deus. Na infância da Humanidade, o homem toma suas comparações
pela letra; mais tarde, seu espírito, mais apto a agarrar as abstrações, espiritualiza as
idéias materiais. A de um fluido universal inteligente, penetrando tudo, como seria o fluido
luminoso, o fluido calórico, o fluido elétrico ou qualquer outro, se fossem inteligentes, tem
por objeto fazer compreender a possibilidade para Deus de estar em toda a parte, de se
ocupar de tudo, de velar sobre um ramo de planta como sobre os mundos. Entre ele e nós
a distância está suprimida; compreendemos sua presença, e este pensamento, quando
nos dirigimos a ele, aumenta a nossa confiança, porque não podemos mais dizer que
Deus está muito longe e é muito grande para se ocupar de nós. Mas este pensamento,
tão consolador para o humilde e para o homem de bem, é muito terrificante para o mau e
os orgulhosos endurecidos, que esperam subtrair-se a ele por causa da distância, e que,
doravante, se sentirão sob o aperto de seu poder.
Nada impede de admitir, para o princípio de soberana inteligência, um centro de
ação, um foco principal irradiando sem cessar, inundando o universo com seus eflúvios,
como o sol com a sua luz. Mas, onde está esse foco? É provável que não esteja mais
fixado sobre um ponto determinado quanto não o é a sua ação. Se simples Espíritos têm
o dom da ubiqüidade, esta faculdade em Deus deve ser sem limites.
Deus enchendo o universo, poder-se-ia admitir, a título de hipótese, que esse foco
não tem necessidade de se transportar, e que ele se forma sobre todos os pontos onde a
sua soberana vontade julga a propósito se produzir, de onde poder-se-ia dizer que ele
está por toda a parte e em nenhuma parte.
3
Diante desses problemas insondáveis, nossa razão deve se humilhar. Deus existe:
disto não poderíamos duvidar; ele é infinitamente justo e bom: é sua essência; sua
solicitude se estende a tudo: nós o compreendemos agora; sem cessar em contato com
ele, podemos orar com a certeza de ser ouvido por ele; não pode querer senão o nosso
bem, é porque devemos ter confiança nele. Eis o essencial; para o restante esperemos
que sejamos dignos para compreendê-lo.
Como Deus tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, pode se imiscuir nos
detalhes ínfimos, se preocupar com os menores atos e os menores pensamentos de cada
indivíduo? Tal é a questão que se coloca freqüentemente.
Em seu estado atual de inferioridade, os homens não podem, senão dificilmente,
compreender Deus infinito, porque eles mesmos são acanhados e limitados, é porque
eles o imaginam acanhado e limitado como eles; imaginam-no como um ser circunscrito,
e fazem a si mesmos dele uma imagem à sua imagem. Nossos quadros que o pintam sob
os traços humanos não contribuem pouco para manter esse erro no espírito das massas,
e que adoram nele a forma mais do que o pensamento. Para a grande maioria é um
soberano poderoso, sobre um trono inacessível, perdido na imensidão dos céus, e porque
suas faculdades e suas percepções são limitadas, não compreende que Deus possa ou
se digne intervir diretamente nas menores coisas.
Na impossibilidade em que está o homem para compreender a própria essência da
divindade, não pode dele se fazer senão uma idéia aproximada com a ajuda de
comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que podem, pelo menos, mostrarlhe
a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível.
Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, é evidente que
cada molécula desse fluido produzirá sobre cada molécula da matéria com a qual está em
contato, uma ação idêntica a que produziria a totalidade do fluido. É o que a química nos
mostra a cada passo.
Esse fluido, sendo sem inteligência, age mecanicamente tão-só pelas forças
materiais; mas se supusermos esse fluido dotado de inteligência, de faculdades
perceptivas e sensitivas, ele agirá, não mais cegamente, mas com discernimento, com
vontade e liberdade; ele verá, ouvirá e sentirá.
As propriedades do fluido perispiritual podem disso nos dar uma idéia. Ele não é
inteligente por si mesmo, uma vez que é matéria, mas é o veículo do pensamento, das
sensações e das percepções do espírito, conseqüentemente, é da sutileza desse fluido
que os Espíritos penetram por toda a parte, desvendam nossos pensamentos, vêem e
agem à distância; é a esse fluido, chegado a um certo grau de depuração, que os
Espíritos superiores devem o dom da ubiqüidade; basta um raio do seu pensamento
dirigido sobre diversos pontos, para que possam ali manifestar sua presença
simultaneamente. A extensão dessa faculdade está subordinada ao grau de elevação e
de depuração do Espírito.
Mas os Espíritos, por elevados que sejam, são criaturas limitadas em suas
faculdades, de seu poder e da extensão de suas percepções não poderiam, sob esse
aspecto, se aproximar de Deus; no entanto, eles podem nos servir de ponto de
comparação. O que um Espírito não pode cumprir senão num limite restrito, Deus, que é
infinito, o cumpre em proporções infinitas. Há ainda esta diferença de que a ação do
Espírito é momentânea e subordinada às circunstâncias: a de Deus é permanente; o
2
pensamento do Espírito não abarca senão um tempo e um espaço circunscritos: o de
Deus abarca o universo e a eternidade. Em uma palavra, entre os Espíritos e Deus há a
distância do finito ao infinito.
O fluido perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas o agente e o intermediário
desse pensamento; como é o fluido que o transmite, dele está de alguma sorte
impregnado, e na impossibilidade que estamos de isolar o pensamento, parece não fazer
senão um com o fluido, como o som não faz senão um com o ar, de sorte que podemos,
por assim dizer, materializá-lo. Do mesmo modo que dizemos que o ar se torna sonoro,
poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente.
Que seja assim ou não o pensamento de Deus, quer dizer que ele agisse
diretamente ou por intermédio de um fluido, para a facilidade de nossa inteligência, nos
representemos esse pensamento sob a forma concreta de um fluido inteligente enchendo
o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: a Natureza inteira está
mergulhada no fluido divina, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua
previdência, à sua solicitude; não há um ser, por ínfimo que seja, que dele não esteja de
alguma sorte saturado.
Estamos, assim, constantemente em presença da Divindade; não há uma única de
nossas ações que possamos subtrair ao seu olhar; nosso pensamento está em contato
com o seu pensamento, e é com razão que se diz que Deus lê nas mais profundas dobras
de nosso coração; estamos nele como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo, para
estender sua solicitude sobre as menores criaturas, não tem necessidade de mergulhar
seu olhar do alto da imensidão, nem deixar a morada de sua glória, porque esta morada
está por toda a parte; nossas preces, para serem ouvidas por ele, não têm necessidade
de transpor o espaço, nem de serem ditas com uma voz retumbante, porque, sem cessar,
penetrados por ele, nossos pensamentos repercutem nele.
A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não é senão uma
comparação, mas própria para dar uma idéia mais justa de Deus do que os quadros que o
representam sob a figura de um velho com longa barba, coberto com um manto. Não
podemos tomar nossos pontos de comparação senão nas coisas que conhecemos; é por
isto que se diz todos os dias: O olhar de Deus, a mão de Deus, a voz de Deus, o sopro de
Deus, a face de Deus. Na infância da Humanidade, o homem toma suas comparações
pela letra; mais tarde, seu espírito, mais apto a agarrar as abstrações, espiritualiza as
idéias materiais. A de um fluido universal inteligente, penetrando tudo, como seria o fluido
luminoso, o fluido calórico, o fluido elétrico ou qualquer outro, se fossem inteligentes, tem
por objeto fazer compreender a possibilidade para Deus de estar em toda a parte, de se
ocupar de tudo, de velar sobre um ramo de planta como sobre os mundos. Entre ele e nós
a distância está suprimida; compreendemos sua presença, e este pensamento, quando
nos dirigimos a ele, aumenta a nossa confiança, porque não podemos mais dizer que
Deus está muito longe e é muito grande para se ocupar de nós. Mas este pensamento,
tão consolador para o humilde e para o homem de bem, é muito terrificante para o mau e
os orgulhosos endurecidos, que esperam subtrair-se a ele por causa da distância, e que,
doravante, se sentirão sob o aperto de seu poder.
Nada impede de admitir, para o princípio de soberana inteligência, um centro de
ação, um foco principal irradiando sem cessar, inundando o universo com seus eflúvios,
como o sol com a sua luz. Mas, onde está esse foco? É provável que não esteja mais
fixado sobre um ponto determinado quanto não o é a sua ação. Se simples Espíritos têm
o dom da ubiqüidade, esta faculdade em Deus deve ser sem limites.
Deus enchendo o universo, poder-se-ia admitir, a título de hipótese, que esse foco
não tem necessidade de se transportar, e que ele se forma sobre todos os pontos onde a
sua soberana vontade julga a propósito se produzir, de onde poder-se-ia dizer que ele
está por toda a parte e em nenhuma parte.
3
Diante desses problemas insondáveis, nossa razão deve se humilhar. Deus existe:
disto não poderíamos duvidar; ele é infinitamente justo e bom: é sua essência; sua
solicitude se estende a tudo: nós o compreendemos agora; sem cessar em contato com
ele, podemos orar com a certeza de ser ouvido por ele; não pode querer senão o nosso
bem, é porque devemos ter confiança nele. Eis o essencial; para o restante esperemos
que sejamos dignos para compreendê-lo.
O que é Transicionalidade ?
Primeiramente não existe em nenhum dicionário e nem no super Google, então vou tentar defini-la. Tudo para poder expressar os meus estudos dos parâmetros ParaPscicológicos da transformação e desenvolvimento dos elos civis espiritualistas casuais da atividade humana até hoje registrada, documentada, fotografada, falada, inventada, criada...e .... percebida por todos.
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